Deveria ou não ser permitido?
Minha humilde opinião é que sim. Por quê? Vamos descobrir.
O aborto no Brasil é proibido por lei, por isso, a maior parte das mulheres que procuram por este recurso, acabam por recorrerem a suas últimas esperanças. Vamos conhecer algumas.
Pílula:
Estas mulheres recorrem a pílula abortiva, coisa que leva muitas vezes a morte do embrião, como o esperado. Apesar disso, nada é um mar de flores, certo? A porcentagem de abortos por método de pílula dando errado, vem crescendo. A mulher/adolescente, geralmente não tem o apoio da família, ou simplesmente não quer ter a criança por diversos problemas em sua vida pessoal, por tanto, procura a maneira mais fácil de se lidar com o "problema". É claro que há riscos, e o principal da morte, induzida pela pílula, é a hemorragia. Estas jovens tomam a pílula com o intuito de expulsar o embrião, consequentemente haverá hemorragia, independente da pílula, pois será como um aborto espontâneo. O problema é quando sobre "restos" do feto dentro da moça, coisa que causa uma hemorragia mais séria e leva a morte, tanto obviamente do feto, quanto da mãe.
Clínicas:
Por conta da lei, as clínicas, consequentemente são ilegais. Por isso, o material, os médicos e as demais coisas geralmente são maltratadas e malcuidadas, isso leva a uma infecção na mulher no momento do aborto. Dependendo da experiência do médico, pode-se sim ocorrer o seguinte problema: esquecer/não perceber que restou partes do feto na mulher, coisa que leva a uma hemorragia e a morte.
Quais são os tipos de métodos abortivos em clínicas?
Sucção
no 1º trimestre:
O aborto por sucção, pode ser feito até a 12º semana após
o último período menstrual (amenorréia).
Este aborto pode ser feito com anestesia local ou geral.
Com a local a paciente toma uma injeção intramuscular de
algum analgésico. Já na mesa de operação faz um exame para
determinar o tamanho e a posição do útero, depois lava-se
a vagina com uma solução anti-séptica e injeta o anestésico
local, no colo do útero. Se for anestesia geral, toma-se
uma hora antes da operação uma injeção intramuscular de
Atropina. Inicia então uma infusão intravenosa. A anestesia
geralmente começa com a injeção intravenosa de Thionembutal
através da infusão intravenosa. O Thionembutal adormece
o paciente e um anestésico, geral por inalação – como o
Óxido de Nitroso – é administrado através de uma máscara.
A partir daí o procedimento é o mesmo da anestesia geral
e local.
O colo do útero é imobilizado por um tenóculo, e lentamente
dilatado pela inserção de uma série de dilatadores cervicais.
Depois de semanas de gestação. Liga-se esta ponta ao aparelho
de sucção (figura1), no qual irá evacuar completamente os
produtos da concepção. A sucção afrouxa delicadamente o
tecido da parede uterina e aspira-o, provocando contrações
do útero, o que diminui a perda de sangue. Com anestesia
local, usa-se uma injeção de Ergotrate para contrair o útero,
o que pode causar náuseas e vômitos.
Curetagem:
Deve ser feito até 12º semana gestação.
Abre-se
o colo do útero com instrumentos de tamanho crescente até
ser possível a passagem da cureta (instrumento com forma
de colher, figura2). A partir daí raspa-se o feto, placenta
e as membranas.
Esse tipo de aborto é muito perigoso, porque pode ocorrer
perfuração da parede uterina, tendo sangramento abundante.
Outro fato importante é que pode-se tirar muito tecido do
útero, causando a esterilidade.
Minniaborto:
É feito quando a mulher está a menos de 7 semanas sem menstruar.
O médico faz um exame manual interno para determinar o tamanho
e a posição do útero. Lava-se a vagina com uma solução anti-séptica
e com uma agulha fina, anestesia o útero em três pontos,
prende-se o órgão com m tipo de fórceps chamado tenáculo,
uma sonda de plástico fino e flexível é introduzida no útero.
A esta sonda liga-se um aparelho de sucção e remove-se o
endométrio e os produtos da concepção.
A mulher que faz o miniaborto, depois da operação pode ter
fortes cólicas uterinas, náuseas, suor e reações de fraqueza.
A mesma não pode ter relações sexuais e nem usar tampão
nas três ou quatro semanas seguintes para evitar complicações
ou infecções.
Aborto
na Zona cinzenta:
Zona cinzenta é o período de tempo que vai da 12º à 16º
semana após a última menstruação.
Fazer um aborto nesse período, é muito perigosos pois o
feto já está muito grande e existe pouco líquido aminiótico.
Pesquisas recentes descobriram que a utilização de supositórios
vaginais de Prostaglandina EZ causam contrações uterinas
e aborto. Este supositório é mantido na vagina por um diafragma
alterado, cuja porção central foi removida. Sem o diafragma
a prostaglandina tem que ser colocada constantemente (2-2
horas) com o diafragma também, mas com menos intensidade.
Em outra pesquisa desenvolveram outra forma de prostaglandina
sintética, chamada de 15(s) – 15 – mentil prostaglandina
F2 alfa, no qual é injetada intramuscularmente a cada duas
ou três horas, e provoca o aborto em cerca de 14 horas.
Aminiocentese
ou envenenamento por sal:
É feito do 16º à 24º semana de gestação.
O médico aplica anestesia local num ponto situado entre
o umbigo e a vulva, no qual irá ultrapassar a parede do
abdome, do útero e do âmino (bolsa das águas). Com esta
seringa aspira-se o fluido amniótico, no qual será substituido
por uma solução salina ou uma solução de protaglandina.
Após um prazo de 24 à 48 horas, por efeito das contrações
do feto e expulsa pela vagina como num parto normal. O risco
apresentado por esse tipo de aborto é a aplicação errada
da anestesia, e a solução ter sido injetada fora do âmino,
causando a morte instântanea.
Microcesárea
ou Histerotomia:
É
feito entre a 16° e 24° semana de gestação.
Há
duas técnicas para fazer a microcesária. A 1°, feita com
o corte no fundo da vagina, perto do colo uterino, para
ter acesso a parte inferior do útero, fazer nele uma incisão
e retirar o feto por abertura. A outra faz uma incisão no
abdome, à altura da linha dos pélos púbicos abre um corte
na parte da frente do útero e esvaziá-lo por ali. É necessário
fazer a anestesia geral, aumentando os risco deste tipo
de aborto.
Drogas
e Plantas:
Existem
muitas substâncias que quando tomado causando o aborto.
Algumas são tóxicos inorgânicos, como arsênio, antimônio,
chumbo, cobre, ferro , fósforo e vários ácidos e sais.
As
plantas são: absinto (losna, abutua, alecrim, algodoeiro,
arruba, cipómil-homens, espirradeira e várias ervas amargas
).
Todas
estas substâncias tem ser tomadas em grande quantidades
para que ocorra o aborto. O risco de abortar é tão grande
como o de morrer , ou quase.
Percebe que todos os métodos, principalmente em clínicas malcuidadas, geralmente são perigosos? Agora vamos ao porquê de eu achar certo a legalização do aborto:
O objetivo deste serviço é ajudar as mulheres em todo o mundo a obterem um aborto médico seguro e reduzir a mortalidade associadas a abortos clandestinos. Anualmente, 42 milhões de mulheres decidem fazer um aborto devido a todo o tipo de razões pessoais. Em países onde o aborto seguro não está acessível, as mulheres procuram serviços ilegais (20 milhões por ano) dos quais resulta que, a cada 10 minutos, algures no mundo, uma mulher morre desnecessariamente (47.000 mulheres por ano). Em países onde o aborto é permitido, existem clínicas especializadas em aborto, com todo o apoio financeiro do governo, o que resulta em uma clínica com psiquiatras e psicólogos. Com isso, milhares de mulheres mudam de ideia antes de fazer o aborto, pois para cada aborto, uma consulta é feia para saber se é isso o que realmente a mulher deseja e real motivo. Caso decida ter a criança, estas mesmas clínicas procuram soluções adequadas, como adoção. São lugares higiênicos com condições de tratar caso algo dê errado, com profissionais especializados e dispostos a ajudar em qualquer situação.
Não sei você, mas isso me parece muito mais justo. Bem, é isso.
Beijos
xx Carry






